Sites do GDF são invadidos por hackers

0
2

Na tarde desta quinta, 17, boa parte dos sites do Governo do Distrito Federal, foi hackeada. Quem procurou os sites, que mantém as informações oficiais sobre as secretarias e autarquias locais, encontrou piadinhas, fotos e até um vídeo musical em referência à corrupção. O site da Secretaria de Fazenda, que conta com um servidor mais potente por abrigar todas as informações dos contribuintes, parece ter sido o único a não ser afetado.

O grupo denominado “Anarchy Ghost”, que tem mais de 10 mil seguidores no Facebook, assumiu a autoria da invasão. Antes de o GDF tirar as páginas hackeadas do ar, a primeira informação ao acessar os sites era de que tudo estava “sob nova administração”. No alto, o hacker escreveu explorando a rima: “Corrupção pra lá, corrupção pra cá! Será que isso nunca vai acabar?!”.

Logo abaixo, o hacker prosseguiu: “Enquanto aqueles que deveria (sic) cuidar da pátria roubam o nosso dinheiro suado e deixam muitos brasileiros na miséria”. Em seguida, pediu mais saúde, mais escolas, mais hospitais e menos corrupção.

A invasão à maior parte dos sites do governo ocorre um dia após o chefe do Executivo, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciar um megapacote para tentar salvar as contas públicas. Entre as medidas, estão o aumento de impostos, das passagens de ônibus, do preço cobrado nos restaurantes comunitários e até mesmo da entrada do Zoológico de Brasília.

Até o presente momento, os sites do GDF permanecem fora do ar.

Música em protesto
Os sites invadidos traziam ainda um vídeo do clipe da música “Brado Retumbante”, do rapper MV Bill. Um trecho da música diz o seguinte: “Esquerda não contemplou, direita ignorou. Acorda, lava a cara que o gigante acordou. E que não durma!”

Ainda que não faça parte da realidade do DF, o grupo de hackers aproveitou para protestar contra as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), no Rio de Janeiro. “Pessoas de bem cada vez mais morrendo por balas perdidas ou até achadas em favelas ‘pacificadas’ e entrando pra triste estatística ou talvez nem nela entre”, dizia o texto. “Até quando? Até quandoooooooo?”, questionaram os invasores.

Após exibirem ainda duas charges ironizando a corrupção e uma foto de protesto em frente ao Museu Nacional, os invasores terminavam com um recado em inglês “hacking is not a crime, it is an art in protest”. Traduzindo: “Hacker não é crime, é uma arte em forma de protesto”.

Fonte: Gazeta de Taguatinga – 18/09/2015

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA