Manifestantes protestam contra o governo de Ibaneis, na Rodoviária

Proferindo diversos gritos de ordem, o grupo de manifestantes circularam pelo terminal na tarde desta quinta-feira (12/1)

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O grupo acusa as forças de segurança de terem sido coniventes com os golpistas. 
O grupo acusa as forças de segurança de terem sido coniventes com os golpistas. 

Manifestantes se reuniram em uma plataforma da Rodoviária do Plano Piloto, nesta quinta-feira (12/1), para protestar contra os atos golpistas ocorridos no último domingo (8/1) e cobraram punição aos responsáveis. Além disso, o movimento pediu o afastamento definitivo do governador Ibaneis Rocha. Aproximadamente 80 pessoas permaneceram nas escadas do terminal entoando gritos como “Fora Ibaneis e Celina”, “Sem anistia pra fascista”, “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”.

Segundo os organizadores, a nomeação do ex-ministro da Justiça Anderson Torres contribuiu com os ataques. Eles também acusam as forças de segurança de terem sido coniventes com os criminosos. Confira um trecho da nota de convocação do grupo:

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“O governador Ibaneis Rocha é cúmplice do golpismo e da extrema-direita. Ele nomeou Anderson Torres, um dos ministros mais extremistas do governo Bolsonaro, para a secretaria de segurança pública do Distrito Federal. O resultado foi a polícia escoltando os golpistas até a porta da praça dos 3 poderes. Enquanto destruíam tudo o que viam pela frente, a PMDF comprava água de coco”, afirmam.

Sem anistia

Segundo Eduardo Teodoro, 24 anos, um dos participantes do ato, o protesto também tem como objetivo denunciar a atuação do governo federal nos últimos quatro anos. “Viemos também para mostrar que não vamos aceitar nenhuma anistia para quem foi responsável por mais de 700 mil mortes no país e vem nos jogando nesse buraco”, aponta.

Julia Xavez, 25, que também participou da manifestação, vê que o movimento é importante para cobrar o andamento das investigações sobre os ataques. “Os culpados têm que ser responsabilizados. Tudo que aconteceu foi muito institucionalizado. É preciso que essas pessoas sejam identificadas de alguma maneira. Não é só uma questão de depredação do patrimônio, é algo muito maior”, pontua. O grupo também realizará uma passeata no próximo Domingo (15/1), no Eixo Sul, na altura da 108 Sul.

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